Parlamentares alertam MPOG sobre conseqüências políticas da greve

06/05/2010 at 10:07 2 comentários

A forma com que o Ministério do Planejamento vem conduzindo a greve está desagradando  parlamentares da própria  base do Governo. Acompanhando de perto o movimento desde o início, eles já levaram ao ministro Paulo Bernardo a insatisfação com a crise instalada na área ambiental. Para alguns, o desgaste político está se tornando inevitável.

Ouvidos pelos grevistas, lideranças da base avaliaram que o Governo está conduzindo a greve “às últimas conseqüências”, com prejuízos políticos imprevisíveis em todo o País. Eles agendaram uma conversa hoje mesmo com o ministro, mas os resultados do encontro ainda não foram divulgados.

Entre os parlamentares ouvidos, o deputado Geraldo Magela (PT-DF), após tomar pé da situação, se comprometeu, com mais três parlamentares,  a buscar o  diálogo com o ministro do Planejamento. Segundo explicou, as informações à disposição dos deputados nem sempre refletem o que de fato vem acontecendo. Há o temor, na base, de que o radicalismo limite o espaço de negociações.

Além dele, outros parlamentares que ouviram o relato dos grevistas que foram à Câmara hoje manifestaram preocupação com a circulação das informações sobre o movimento. Na semana passada, chegaram  a ouvir uma versão oficial da Secretaria de Recursos Humanos, o que é pouco para chegarem a uma conclusão sobre as razões do impasse. O entendimento inicial é que o movimento na área ambiental era restrito à luta por melhorias salariais. Questões cruciais como os problemas de localização, capacitação e estruturação da carreira não foram tratadas com a importância devida.

Oficialmente, o governo diz manter as negociações abertas. Porém, não aceita discutir reajuste na tabela salarial, corta o ponto e levou a questão ao Superior Tribunal de Justiça, abrindo a temporada  de liminares para conter a greve.  A tese do MP, encampada pelo Ministério do Meio Ambiente,  é que as reuniões na SRH dão a garantia de que se chegará a um plano de carreira, o que tornaria a greve um instrumento desnecessário e desproporcional.

O problema é que as reuniões até o momento foram totalmente infrutíferas. Estabeleceu-se uma verdadeira queda de  braço.  A mensagem 238,  enviada pelo MMA ao Planejamento, no final do ano passado, permanece até o momento como um esqueleto no armário. Na avaliação do comando de greve o Planejamento recusa-se sequer a falar no documento. Além disso, ignoraram uma contraproposta apresentada pela comissão de negociação dos servidores.

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